Ambiente

Afinal, as marcas alemãs (sempre) querem salvar o diesel

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“Patrões” da Volkswagen, da BMW e da Mercedes procuram convencer governantes de que o diesel pode adaptar-se a normas mais apertadas. Oferecem-se para cortar 25% das emissões de óxido de azoto.

Daimler AG

Autor
  • Simone Carvalho

O futuro do diesel está em cima da mesa. Numa reunião de emergência, em Berlim, os “patrões” da Volkswagen, da BMW e da Mercedes procuram convencer os governantes que a tecnologia pode ser optimizada, de forma a cumprir com critérios de emissões mais apertados.

O diesel é extremamente importante para a protecção climática e para a prosperidade na Alemanha”. A afirmação é de Matthias Wissmann, presidente da associação automóvel alemã, a VDA. Com o mesmo a garantir que “os fabricantes vão desempenhar o seu papel para melhorar a qualidade do ar nas cidades e tornar o diesel adequado para o futuro.”

Em comunicado, a VDA informa que os construtores se oferecem para fazer uma actualização de software de gestão do motor para seus automóveis diesel Euro 5 e Euro 6, o que, em média, reduzirá os níveis de NOx em pelo menos 25%. Espera-se que o Governo aceite a actualização para, no mínimo, 2 milhões de veículos no país.

Como parte do acordo, as marcas concordarão também em investir em mais postos de carregamento para veículos eléctricos, além de contribuir para um fundo destinado a ajudar os governos locais a reduzir as emissões de NOx, que estão ligados a doenças respiratórias.

Até agora, só os construtores germânicos concordaram em actualizar o software dos seus automóveis a gasóleo. Os fabricantes estrangeiros que vendem na Alemanha ainda não chegaram a um consenso através da associação que os representa, o VDIK.

Certo é que não restam dúvidas de que a indústria automóvel tem um peso enorme na economia alemã, representando um posto de trabalho em cada cinco empregados no país. Por outro lado, o sector representa mais de metade do superavit comercial alemão. O que leva o economista-chefe da ING-Diba, Carsten Brzeski, a afirmar: “A Volkswagen é mais importante para a economia da Alemanha do que a Grécia.”

E quando os patrões das principais marcas alemãs afirmam que, apesar de todos os problemas do passado, o diesel pode ser importante para ajudar o ambiente não estão a brincar. Basta analisar os dados referentes ao semestre passado, onde os diesel representaram 41,3% do total de vendas de automóveis novos na Alemanha, quando em período homólogo do ano anterior o número foi de 46,9%. Este declínio significa que, pela primeira vez desde 1990, a Alemanha prepara-se para ver os níveis de CO2 aumentarem no parque de novos veículos, já que, em média, os motores a gasóleo emitem cerca de 20% menos de CO2 do que um motor a gasolina equivalente.

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