Fogo de Pedrógão Grande

Incêndios. Autarca de Castanheira de Pera defende que sejam os municípios a coordenar apoios

O presidente do município de Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, um dos mais afetados pelos incêndios de junho, disse que deviam ser as câmaras a coordenar a entrega de apoios às vítimas.

Segundo o autarca, havia situações "que não estavam sincronizadas"

ANTÓNIO JOSÉ/LUSA

O presidente do município de Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, um dos mais afetados pelos incêndios de junho, disse esta segunda-feira à agência Lusa que deviam ser as câmaras a coordenar a entrega de apoios às vítimas.

“Na sexta-feira reunimos com os representantes dos diversos fundos de apoio porque sentimos necessidade que as autarquias afetadas coordenem todo este processo, até porque têm os técnicos no terreno”, salientou Fernando Lopes.

Segundo o autarca, havia situações “que não estavam sincronizadas”, com entidades a atribuir apoios para a aquisição de maquinaria que podiam resultar em “duplo financiamento”.

Para o presidente do município da Castanheira de Pera, é da mais “elementar justiça e correção que sejam reportados à câmara os apoios atribuídos“.

Não me parece bem que haja entidades a dar apoios paralelos. O que faz sentido é que seja o município a coordenar, já que coordena outros pagamentos, como os apoios à reconstrução das habitações”, sublinhou Fernando Lopes.

De acordo com o autarca, o Fundo Revita, criado para apoiar as populações e a revitalização das áreas afetadas pelos incêndios, está a processar a autorização dos primeiros pagamentos, o que deve acontecer na reunião do próximo dia 12 de setembro.

Nessa reunião “já levaremos propostas de autorização de pagamentos, porque existem obras já concluídas”, adiantou o presidente do município da Castanheira de Pera.

Hoje, em declarações à RTP, o presidente da Câmara de Pedrógão Grande exortou o Ministério Público a abrir uma investigação às contas bancárias que foram abertas para receber donativos que seriam encaminhados para as vítimas dos incêndios de junho.

Valdemar Alves disse ao canal público que “há empresas públicas e particulares que abriram contas em nome dos incêndios de 2017 em Pedrógão Grande” e não se sabe o destino do dinheiro depositado.

O autarca referiu ainda que irá solicitar aos autarcas vizinhos de Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, também fortemente afetados pelos incêndios, para que o acompanhem no pedido de investigação dirigido ao Ministério Público.

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