Este sábado, os partidos guardam as bandeiras e são obrigados ao silêncio, mas o dia de reflexão não é ‘directiva comunitária’: há oito países da União Europeia onde a campanha se realiza até à hora do fecho das urnas.

Na Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Hungria e Suécia não há período de reflexão, nem qualquer tipo de impedimento à realização de campanha no próprio dia das eleições. Não obstante, a Hungria impõe algumas regras para que não seja possível influenciar os eleitores: as acções de campanha não podem ser realizadas a menos de 150 metros do local onde estão as urnas e as pessoas em campanha estão proibidas de entrar no edifício onde decorre a votação. Já na Estónia, por exemplo, a campanha eleitoral termina este sábado à meia-noite.

Mas há países cuja lei eleitoral prevê algumas restrições no que diz respeito à publicação de sondagens e estudos de opinião. O cenário extremo é o do Luxemburgo onde esta proibição dura todo o mês que antecede o dia do escrutínio. A Grécia é o segundo país onde esta situação se verifica. De acordo com o site do Parlamento Europeu, a campanha grega começa um mês antes das eleições e termina na antevéspera do escrutínio. Apesar disso, a publicação de sondagens é proibida nos 15 dias anteriores ao dia da votação.

No Chipre e na Espanha, também é proibida a publicação de sondagens e notícias sobre as eleições nos cinco ou sete dias anteriores ao dia da votação, respectivamente. Na Roménia, o período de “silêncio” dura apenas dois dias.

Sete países têm um regime idêntico ao português, com dia de reflexão e proibição de divulgação de sondagens para lá do período oficial de campanha. São eles a Bulgária, Croácia, Eslovénia, França, Itália, Lituânia e Polónia.

As diferenças estendem-se também ao próprio dia das eleições. Na quinta-feira, votaram os eleitores do Reino Unido e Holanda, na sexta-feira os da Irlanda e República Checa (esta votação dura dois dias) e este sábado os da Eslováquia, Letónia, Malta.