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A poetisa norte-americana e militante dos direitos cívicos Maya Angelou morreu em casa, esta quarta-feira, aos 86 anos. A notícia foi confirmada aos media norte-americanos pelo presidente da câmara da sua cidade, Winston-Salem, na Carolina do Norte.

“Ela viveu a vida como professora, ativista, artista e um ser humano. Batalhava pela igualdade, tolerância e paz”, escreveu Guy B Johnson, filho de  Maya Angelou.

Marcante na literatura norte-americana dos últimos 50 anos, Maya Angelou foi uma figura de primeiro plano na luta pelos direitos cívicos da população negra nos Estados Unidos, e próxima de Martin Luther King. Ao longo da vida, Maya recebeu dezenas de prémios e nomeações. Pelos seus feitos, em 2011 recebeu das mãos do primeiro presidente afro-americano dos Estados Unidos, Barack Obama, a Medalha Presidencial da Liberdade, uma das maiores honras do país.

Nascida a 4 de abril em St. Louis, nos Estados Unidos, Maya teve um começo de vida difícil. Aos oito anos foi violada pelo namorado da mãe e parte da juventude foi passada no mundo da prostituição. Seria difícil antecipar que o futuro lhe sorriria. As suas experiências de abuso e racismo foram relatadas em I Know Why the Caged Bird Sings, primeiro de sete volumes que formam a sua autobiografia.

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Lançado em 1969, o livro fez de Maya uma das primeiras escritoras negras a ganhar o estatuto de best seller. “Desde o momento em que abri I Know Why the Caged Bird Sings que me senti profundamente ligada a Maia Angelou. A cada página, a vida dela parecia um espelho da minha”, escreveu Opah Winfrey, também ela vítima de abusos na infância e hoje uma das mulheres mais influentes da América.

A 26 de maio, Maya contou na sua página de Facebook que tinha tido uma “emergência médica”, razão pela qual não poderia comparecer no jogo anual de basebol pelos Direitos Civis, onde seria homenageada. O último tweet de Maya Angelou, a 23 de maio: