Marcelo Rebelo de Sousa considera António Costa “muito melhor” do que António José Seguro, mas deixou claro que o atual autarca da Câmara de Lisboa “não é o messias”.

“O avanço de António Costa não era difícil de prever, é uma vinda esperada”, disse o ex-líder do PSD no comentário deste domingo durante o Jornal das 8, na TVI, acrescentando que “o que se passa em relação a António Costa é que, de repente, por uma questão de vazio, há uma polarização de expectativas”.

Marcelo Rebelo de Sousa considera Costa “muito melhor” do que Seguro mas avisa que, apesar de “na opinião pública as sondagens revelarem que ele cria a sensação de que pode ter o sucesso eleitoral que Seguro não teve”, Costa “não é o messias”.

Para o comentador, a ideia das eleições primárias foi “bem achada” mas “não se pensou nas consequências”. As eleições primárias “demoram meses a serem montadas” e o passar do tempo, “o apodrecimento” da situação “é bom para António Costa”.

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Questionado sobre o chumbo aos cortes salariais, Rebelo de Sousa referiu que a decisão do Tribunal Constitucional tem um efeito político “muito direto e claro no Governo”. Apesar de ainda não se saber ao certo qual o valor do buraco orçamental, a verdade é que “foi à vida a reserva para fazer flores eleitorais em 2015, a tal almofada para baixar o IRS”, explicou Marcelo Rebelo de Sousa.

“Uma parte substancial dessa almofada foi à vida e não se saber se outra pode ir ou não, agora depende do que se decidir sobre a contribuição extraordinária e o aumento dos descontos para a ADSE”, acrescentou. “Em alternativa, se não for à vida, ou mudamos o critério de cortes na função pública ou faz-se um reajuste em matéria de impostos”, concluiu.