O Mundial 2014 terá uma pegada ecológica calculada em 2,7 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2). A estimativa é da FIFA e representa um dos maiores valores de sempre de um campeonato do mundo de futebol, semelhante ao verificado no Mundial 2010 da África do Sul, que já fora oito vezes superior à competição de 2006, na Alemanha.

Esta previsão não abrange, contudo, a quantidade de energia necessária às emissões televisivas dos jogos da competição. Só isso será responsável pela emissão de 24.670 toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera.

Os cálculos da organização que regula o futebol mundial tiveram em conta a quantidade de eletricidade necessária nos estádios em dias de jogo, nas zonas de fãs, nos campos de treino, nas bancas de venda de produtos, nos hotéis das equipas e nas viagens de adeptos e jogadores.

O Mundial vai consumir energia “que daria para abastecer cada um dos 26o milhões de carros e camiões dos Estados Unidos durante um dia”, diz a Business Insider.

Este Mundial, que será o mais caro e, ao mesmo tempo, o mais lucrativo de sempre, “vai gastar energia que daria para abastecer cada um dos 26o milhões de carros e camiões dos Estados Unidos durante um dia”, diz a Business Insider. E nestas contas ainda não estão incluídos os valores de energia gasta na construção de infraestruturas necessárias à realização da prova, como os estádios e estradas.

Também é preciso ter em conta, alerta o mesmo artigo, que sempre que ligamos a televisão para assistir a um jogo do Mundial estamos a consumir energia relacionada com a competição, provocando mais emissões de gases responsáveis pelo efeito de estufa.

A FIFA comprometeu-se com medidas especiais de sustentabilidade para a realização do campeonato e, a partir do Mundial 2018, na Rússia, todos os estádios vão ter obrigatoriamente uma certificação energética.