A União Europeia desembolsou nesta terça-feira a segunda parcela, no valor de 500 milhões de euros, da ajuda à Ucrânia, que totalizará 1,6 mil milhões, e que, segundo Bruxelas, pode ser usada para comprar gás.

Os 500 milhões de euros juntam-se a uma primeira parcela de 100 milhões, entregue a Kiev há um mês, e, esclareceu o porta-voz da Comissão Europeia para os Assuntos Económicos, Simon O’Connor, podem ser usados para a Ucrânia comprar gás a fornecedores europeus ou pagar a dívida reclamada pela Rússia.

“Trata-se de uma assistência financeira e compete às autoridades ucranianas decidir como utilizar a verba”, explicou O’Connor, na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia, nomeadamente para fazer “compras de gás”. Uma informação reiterada pela porta-voz para a Energia, Sabine Berger, que esclareceu ainda que os preços terão que ser negociados por Kiev com os fornecedores.

O fornecimento do gás comprado pela Naftogaz na UE será feito através da Polónia e a Hungria, juntando-se a Eslováquia no final do ano, pela inversão dos fluxos nos gasodutos, adiantou Berger. A empresa ucraniana Naftogaz anunciou na segunda-feira estar em contacto com fornecedores europeus depois de a russa Gazprom ter interrompido o fornecimento de gás à Ucrânia.