Muito confiante por ter vencido na terra batida parisiense há semanas, a tenista russa mostrou-se implacável diante da “wild-card” britânica Samantha Murray, batendo-a por 6-1 e 6-0, em 58 minutos.

Dez anos depois de, com apenas 17 anos, ter surpreendido na final Serena Williams, que hoje apagou as más memórias de Roland Garros com um triunfo por 6-1 e 6-2 sobre a também norte-americana Anna Tatishvili, Sharapova assumiu querer erguer o troféu no “court” central do All England Club. “Nunca o fiz antes. Esta é apenas a segunda vez que ganho Roland Garros, por isso é a minha segunda oportunidade para o fazer [a ‘dobradinha’]”, assumiu a quinta cabeça de série, que em 2012 conquistou o Slam francês, mas foi eliminada na quarta ronda de Wimbledon.

Sharapova, que no ano passado foi afastada pela portuguesa Michelle Larcher de Brito na segunda ronda, garantiu ter tanta vontade de vencer em Wimbledon como teria se não tivesse conquistado um Grand Slam há duas semanas. A russa quer imitar Serena Williams, a última tenista a fazer a “dobradinha”, que também hoje somou uma rápida vitória sobre Anna Tatishvili.

Depois da eliminação prematura em Paris, a número um mundial mostrou-se concentrada e no seu melhor nível, disparando 16 ases e 31 winners para eliminar, em 61 minutos, a 113.ª jogadora mundial e continuar em prova para tentar o seu sexto título na relva londrina e o 18.º Grand Slam.

Num dia em que o único resultado inesperado no quadro feminino foi a derrota de Jelena Jankovic, sétima cabeça de série, frente a Kaia Kanepi, da Estónia, Michelle Larcher de Brito voltou a fazer sensação, ao eliminar a russa Svetlana Kuznetsova, 28.ª cabeça de série e duas vezes campeã de Grand Slams, em três “sets”, pelos parciais de 3-6, 6-3 e 6-1.

No quadro masculino, Rafael Nadal cumpriu, depois de assustar, vencendo o eslovaco Martin Klizan, por 4-6, 6-3, 6-3 e 6-3, para qualificar-se para a segunda ronda, fase em que também já está Roger Federer.

O suíço, cujo último título de Grand Slam foi conquistado na relva londrina em 2012, voltou em grande estilo à “sua” casa, batendo o italiano Paolo Lorenzi, pelos parciais de 6-1, 6-1 e 6-3.

“É sempre bom ganhar o encontro da primeira ronda, porque o ‘court’ consegue ser muito escorregadio”, admitiu o sete vezes campeão em Wimbledon, que em 2013 perdeu na segunda ronda com o ucraniano Sergiy Stakhovksy, na sua saída mais prematura do torneio desde 2002.

O quarto cabeça de série e recordista de vitórias em Grand Slam (17) confessou que o facto de ter estado sempre à frente no marcador o motivou a fazer um jogo sólido diante de um Lorenzi que, à 13.ª tentativa, ainda não conseguiu qualquer triunfo num dos quatro “grandes”.

O compatriota e amigo de Federer, Stanislas Wawrinka, acompanhou-o rumo à segunda ronda, com um triunfo frente ao número um português, João Sousa, que caiu à primeira em Londres, ao perder pelos parciais de 6-3, 6-4 e 6-3.