A reportagem publicada no The New York Times sobre um homem convertido ao cristianismo que está atualmente escondido no Afeganistão para fugir à família paquistanesa que o quer matar tem corrido o mundo, mas não chegou ao Paquistão. O jornal paquistanês responsável pela publicação do diário nova iorquino apagou a reportagem da edição do passado domingo, colocando no seu lugar… um enorme vazio.

O Express Tribune, encarregue de publicar o The New York Times no Paquistão, decidiu não publicar a reportagem que falava sobre a história de um convertido paquistanês. A direção do The New York Times já disse “obviamente desaprovar” a decisão do seu parceiro paquistanês, cuja censura deixou um vazio na primeira página do jornal. No entanto, este tipo de incidentes é comum quando se trata de notícias e reportagens sobre religião.

A reportagem do The New York Times conta a história de um homem afegão que se converteu ao cristinianismo, sendo até batizado enquanto tentava encontrar uma vida melhor na Europa. Josef, nome cristão que adotou, começou por frequentar uma igreja protestante em Hanover e continuou a sua conversão enquanto esperava pela deportação num campo de refugiados ainda na Alemanha. Ao voltar, instalou-se no Paquistão, onde vivia com a mulher e com o filho, até a sua conversão ser descoberta pela família da mulher e desde aí, Josef está escondido no Afeganistão.

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Tem no seu encalce o cunhado – que ofereceu 20 mil dólares ao jornalista do The New York Times para lhe entregar o marido da irmã – e os membros da sua própria família que ainda vivem no Afeganistão, que pretendem matá-lo caso o encontrem. O cunhado diz que depois de o matar, pretende também matar o seu sobrinho de três anos. No Afeganistão não há oficialmente cristãos e todos os rituais acontecem em segredo.