Petro Poroshenko prometeu guerra ontem à noite e, esta manhã, cumpriu. As forças ucranianas lançaram às primeiras horas do dia uma operação militar de larga escala contra as forças separatistas pró-russas do leste, pondo desta forma fim definitivo ao cessar-fogo que vigorava na região disputada da Ucrânia.

De acordo com a BBC, que cita fontes governamentais, os redutos rebeldes no leste estão sob ataques aéreos e de artilharia, esperando-se agora resposta do lado pró-russo.

Na noite de segunda-feira, o presidente ucraniano Petro Poroshenko anunciou o fim do cessar-fogo que vigorava, com acordo da Rússia, há 10 dias. “Vamos atacar, vamos libertar a nossa terra”, disse, justificando o fim do período de tréguas com as “ações criminosas” dos militantes pró-russos, que terão perturbado a estabilidade da região.

Os líderes ocidentais e da própria Rússia tinham pedido um prolongamento do acordo de tréguas. Na segunda-feira, uma tele-conferência a quatro – entre Poroshenko, Vladimir Putin, François Hollande e Angela Merkel – tinha aumentado as esperanças de que o cessar-fogo fosse renovado, mas o líder ucraniano eleito, que tem estado sob intensa pressão dos manifestantes pró-ocidentais que exigem retaliação face às ofensivas pró-russas no leste, manteve-se firme quando, à noite, discursou na televisão: “A decisão de não continuar o cessar-fogo é a nossa resposta aos terroristas, militantes e saqueadores”.

A paz que se vivia nos últimos dias na Ucrânia era, em todo o caso, uma paz podre, com ambos os lados do conflito acusaram-se mutuamente de violação repetida das tréguas.