O diretor da rede da Agência Europeia de Tráfego Aéreo Eurocontrol afirmou nesta sexta-feira que o avião da Malasya Airlines estava a voar pouco acima do limite do espaço aéreo aberto e que a decisão para fechar a zona leste da Ucrânia só pode ser tomada pela própria Ucrânia.

Em esclarecimentos aos jornalistas, em Bruxelas, sobre o incidente com o voo da Malasyan Airlines, que provocou a morte a 295 pessoas, Joe Sultana disse que o avião estava a voar a uma altitude de sensivelmente 33 mil pés, quando o espaço aéreo estava fechado até às 32 mil pés desde 14 de Julho, segunda-feira.

O plano de voo do avião pressupunha que este voasse mais alto do que estava a voar naquela altura, a sensivelmente mais dois mil pés, mas os responsáveis garantiram que esta mudança não é anormal e que normalmente é uma questão de gestão do espaço aéreo (o avião podia estar a voar a 35 mil pés naquela mesma rota).

Aquela zona do espaço aéreo já tinha sido limitada apenas a voos que fizessem uma rota cima das 24000 milhas desde o início do mês. O Eurocontrol decidiu cortar aquela zona do espaço aéreo, a zona este da Ucrânia, e “atualmente não há voos naquela zona”, adiantou.

Existiam cerca de 400 voos a operar aquela rota dois dias antes do incidente. O número desceu para 350 voos, de 75 companhias aéreas, mas o Eurocontrol garante que os atrasos dos voos que faziam aquela rota, e que agora são obrigados a desviar-se, deverão ser menores, entre cinco a dez minutos.

Questionado várias vezes pelos jornalistas sobre o porquê daquela rota não ter sido interditada depois de várias notícias que davam conta de ataques a aviões militares, o Eurocontrol disse que apenas as autoridades ucranianas tinham capacidade para o fazer. A organização disse que a Malasyan Airlines enviou o seu plano de voo e o Eurocontrol validou, com base nas informações que tinha das autoridades ucranianas. “A responsabilidade abrir ou fechar rotas é do Estado em questão”, sublinhou Joe Sultana.