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Oito anos depois de o ex-espião russo, Alexander Litvinenko, ter morrido envenenado num hospital britânico, as autoridades inglesas vão abrir um inquérito público para apurar responsabilidades. Litvinenko era oficial nos serviços secretos da ex-União Soviética, o KGB. Fugiu da Rússia em oposição ao governo de Vladimir Putin e instalou-se em Inglaterra, onde conseguiu asilo político e se tornou cidadão britânico.

O anúncio foi feito pela ministra do Interior, Theresa May, que acrescentou que a investigação vai examinar de que forma o estado russo esteve envolvido na morte do ex-espião – que chegou a publicar dois livros contra o governo russo e andava a investigar as circunstâncias da morte da jornalista Anna Politkovskaya, também crítica do sistema. A viúva do ex-espião, que tem feito tudo para que os responsáveis pela morte do marido sejam encontrados, já disse à imprensa britânica estar “aliviada”. “No final, a verdade há-de vir ao de cima”, disse Marina.

O inquérito vai ser conduzido pelo juiz Robert Owen, que dirigiu a investigação às circunstâncias da morte do ex-espião. Terá morrido vítima de ingestão de uma substância radioativa à base de polónio. O juiz, segundo a BBC terá optado por um inquérito público de forma a poder considerar “provas sensíveis” não tidas em conta no outro tipo de inquérito por causa de “receios em relação à segurança nacional”. Litvinenko morreu aos 43 anos num hospital de Londres, depois de ter bebido um chá envenenado com dois homens de nacionalidade russa, um deles oficial da KGB, num hotel da capital britânica. A família acredita que tenha sido assassinado por ordem do próprio Kremlin.

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