A Guiné Equatorial, que se tornou membro de pleno direito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na quarta-feira, ainda não consta como Estado-membro na página oficial do bloco lusófono na Internet.

A página oficial da CPLP noticiou a realização da X Cimeira dos chefes de Estado e de governo CPLP, que decorreu em Díli, na quarta-feira, divulgando nomeadamente a declaração final do encontro.

A Guiné Equatorial foi aceite por consenso como membro de pleno direito da CPLP durante a X Cimeira da organização.

Entretanto, a Guiné Equatorial ainda não consta como Estado-membro no sítio eletrónico propriamente dito, estando ainda como integrantes do bloco lusófono somente Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

O Governo da Guiné Equatorial também anunciou a entrada para o bloco lusófono ainda na terça-feira, num texto divulgado na sua página oficial da Internet em inglês, espanhol e francês, mas não em português.

A entrada da Guiné Equatorial, antiga colónia espanhola e país rico em petróleo, tem sido contestada por várias organizações da sociedade civil, que exigem o respeito dos direitos humanos por parte do regime do Presidente Teodoro Obiang, no poder desde 1979.

No entanto, a CPLP considerou cumpridas as condições impostas para a adesão, entre as quais a introdução do português como língua oficial e uma moratória à pena de morte.