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O ex-líder do PSD, Luís Marques Mendes, considera que “há um conjunto de ministros em gestão corrente” e que Passos Coelho devia “pegar em três, quatro ou cinco ministros” e fazer “uma remodelação ampla a seguir ao verão para dar um ânimo novo” ao Governo.

No comentário semanal na SIC, Mendes mostrou-se preocupado com uma possível nomeação da ministra das Finanças por Passos Coelho para ser o nome indicado por Portugal para comissária europeu. O comentador diz que é uma “má opção” porque isso pode dar a imagem que o Governo “desistiu do país”.

Por outro lado, o ex-líder do PSD, considera que a escolha de Maria Luís Albuquerque pode ser “boa do ponto de vista da imagem de Portugal, mas não é boa para o funcionamento de Portugal”. Marques Mendes referia-se à notícia avançada pelo Observador esta semana, onde se escrevia que o nome da ministra das Finanças era apontada como o nome preferido do primeiro-ministro.

No comentário na SIC, Marques Mendes referiu as qualidades de Maria Luís. Diz que é “uma mulher competente, que vai servir muito bem o país” e que tem “muita credibilidade”, mas avisa que é uma decisão arriscada tendo em conta “o problema orçamental sério” e a “preparação para um orçamento difícil”. O ex-líder do PSD questiona: no caso de Maria Luís ir para Bruxelas, “quem é a pessoa que a um ano das eleições vai aceitar o cargo de ministra das Finanças?”, e acrescenta que “é uma questão de escolha de Passos Coelho: se valoriza mais a Europa ou Portugal”.

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Este sábado, o comentador falou também da detenção de Ricardo Salgado na passada quinta-feira e, por arrasto o caso do BES. Marques Mendes diz que o banco “tinha uma atitude de intimidade com o poder político” e considera que esta “é uma mania que há muito em Portugal”. Tendo em conta esta opinião, classifica as ligações como de “promiscuidade entre política e negócios”.

No seu espaço habitual de comentário, Mendes refletiu sobre “a má imagem dos banqueiros em Portugal”, que, avisa, “têm de ter cuidado com a ganância”. No entanto, Luís Marques Mendes congratula-se com “a justiça que está a funcionar” e diz que a detenção do banqueiro “é a prova de que ninguém está acima da lei”.

Ainda em avaliação positiva, o ex-líder dos sociais-democratas felicita “a nova administração liderada por Vítor Bento, que foi “bem aceite” e refere que “o BES é o banco mais importante para pequenas e médias empresas”. Para concluir, o comentador da SIC disse que o investimento do Goldman Sachs no Banco Espírito Santo é um sinal de que o grupo financeiro “acredita no banco”.