Economia / Salário Mínimo Nacional Seguir António Costa quer salário mínimo nos 522 euros, mais do que os sindicatos O candidato às primárias no PS defendeu no sábado um aumento de 37 euros no salário mínimo nacional, mais do que as propostas da UGT e da CGT se fixam nos 500 e 515 euros, respetivamente. Ana Pimentel Texto Agência Lusa Texto 28 Jul 2014, 10:29 648 i LUSA LUSA São mais sete euros do que a proposta da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) e mais 22 do que a da União Geral de Trabalhadores (UGT). António Costa defendeu, no fim de semana, o aumento do salário mínimo para 522 euros. Objetivo: “Travar a austeridade”, disse o ainda presidente da Câmara Municipal de Lisboa no encerramento da convenção Mobilizar Portugal, em Aveiro. Para o candidato às primárias do PS, é essencial que o Governo não impeça o acordo que existe entre sindicatos e patrões, adiantando que a resposta para um novo Governo do PS (se for por si liderado) passa por um programa de recuperação económica e social.“É necessário aumentar o salário mínimo nacional”, referiu, explicando que a crise económica levou à interrupção da trajetória que previa que, em 2011, o salário mínimo tivesse atingido os 500 euros. “Se tivesse chegado, em 2011, à meta prevista e tivesse sido entretanto atualizado de acordo com a inflação, deveríamos chegar a 1 de janeiro de 2015 com um salário mínimo de 522 euros”, referiu.As propostas em cima da mesa são menos ambiciosas. A CGTP defende um aumento dos atuais 485 para 515 euros, enquanto a UGT defende um aumento de 15 euros, para os 500 euros. Ao abrigo do acordo de concertação social de 2006, o valor da remuneração deveria ter subido para 500 euros em janeiro de 2011. Desde 2011, que este valor está congelado. Para António Costa, “é necessário que a concertação social desbloqueie este congelamento”, sendo “fundamental para travar a austeridade, aumentar e atualizar o salário mínimo”.