O presidente da TAP, Fernando Pinto, diz que foi “todo aquele processo do Orçamento do Estado e aprovações” que “demorou mais tempo do que se esperava, que prejudicou a contratação de pilotos, processo que culminou com vários atrasos nos voos da companhia.

Numa entrevista ao Expresso, Fernando Pinto admite que o Executivo “apoiou a TAP, no sentido de dar velocidade às admissões. Mas é um processo que demora tempo, tem várias etapas, aprovação das Finanças, e tal”. E acrescenta: “Vivemos o tempo todo no fio da navalha”.

Mas também o processo de formação demorou tempo não previsto. E juntando isso às 11 novas rotas abertas pela TAP, ao início da época alta e ao atraso na chegada dos novos aviões, a situação tornou-se mais complicada de gerir. “Vendo esta fragilidade, e em cima disso tudo, o sindicato dos pilotos lançou uma greve de zelo”, queixa-se. O aluguer de aviões não chegou para compensar: “A bola de neve já vinha de trás”, acrescenta ainda o presidente da companhia.

E não terá sido o aumento das rotas um passo demasiado grande? “Nós ou crescemos ou desaparecemos”, diz Fernando Pinto. “A TAP está a crescer, graças a Deus”.

Neste processo, em menos de um mês, a TAP pagou cerca de 400 mil euros em indemnizações por atrasos e adiamento de voos — uma situação que garante já ter sido normalizada.

Quanto à greve convocada pelos pilotos, Fernando Pinto diz passar “20%” do seu tempo a negociar com os sindicatos.