O produtor vitivinícola alentejano Ervideira quer disponibilizar no mercado, ainda durante este mês, as suas duas marcas de vinho pioneiras no mundo a usar a nova rolha de cortiça ergonómica Helix, que se tira sem saca-rolhas. “A rolha já está a ser utilizada no vinho S de Sol”, desde final de julho, “e a outra marca escolhida, o Lusitano, entra ainda este mês em comercialização”, disse hoje à agência Lusa Duarte Leal da Costa, diretor-executivo da Ervideira.

Este produtor vitivinícola alentejano, situado no concelho de Évora, é o primeiro do mundo a utilizar a inovadora rolha de cortiça Helix, desenvolvida pela portuguesa Corticeira Amorim e pela norte-americana Owens-Illinois (O-I). A Ervideira escolheu dois dos vinhos do seu portefólio para testar a nova rolha e a reação do mercado, tendo a parceria sido apresentada e lançada em Lisboa, no final de julho.

“Somos os primeiros no mundo a usar a rolha e é uma honra. Agora, é o consumidor que vai mandar”, pois, se os clientes “começarem a querer este tipo de rolha noutras marcas, é isso que faremos”, disse Duarte Leal da Costa. Denominada Helix, a rolha permite, a partir do binómio vidro/cortiça, aplicar o conceito de abertura fácil a uma garrafa de vinho, sem recorrer ao tradicional saca-rolhas.

Trata-se de “uma nova rolha de cortiça, com uma densidade específica, e que se molda ao entrar na garrafa que tem uma rosca interna gravada no vidro”, explicou o responsável da empresa alentejana. Ao ser ergonómica, a rolha, quando entra, “ganha o vício da garrafa e, por isso, para a abrir, basta ao consumidor aplicar uma força de torsão com a mão e a rolha vai saindo, sem saca-rolhas”, acrescentou.

No fundo, segundo Duarte Leal da Costa, este produto assenta na “filosofia das rolhas de champanhe”, mas, como aí “o vinho está sob pressão”, a Helix foi desenvolvida “para ser utilizada num vinho tranquilo, sem pressão”. Especialmente desenhada para vinhos de consumo rápido, a rolha representa uma “grande vantagem para o consumidor”, frisou o diretor-executivo da Ervideira. “Facilita o consumo dos vinhos, num instante se abre uma destas garrafas, sem dificuldade, e vamos utilizá-la em duas marcas com um perfil que se adapta ao conceito, ou seja, são vinhos bons para um consumo frequente”, frisou.

Os consumidores de vinho, hoje dia, na opinião de Duarte Leal da Costa, apreciam estas “novas experiências e novas ideias”. “Antigamente, o consumidor bebia vinho da Vidigueira, ou de Borba ou de Almeirim, ia por uma região. Hoje, já não é assim, escolhe marcas e está sempre a provar coisas diferentes. Ainda bem que assim é, por isso, temos que ter atenção a toda a inovação e às necessidades do consumidor”, argumentou.

Na apresentação em Lisboa da parceria com a Ervideira, Carlos de Jesus, da Corticeira Amorim, explicou que foram investidos quatro milhões de euros no desenvolvimento da rolha Helix. A Ervideira, que exporta para mais de 20 países do mundo, pretende comercializar os seus dois vinhos com a rolha inovadora, não só em Portugal, mas também no estrangeiro.