“Gostava que fosse verdade”. É assim que Jorge Coelho comenta a notícia do semanário Sol desta sexta-feira que dá conta que António Guterres já decidiu concorrer às presidenciais de 2016 e que já “informou” tanto António José Seguro e António Costa (que disputam a indicação como candidatos a primeiro-ministro do PS nas próximas legislativas), como também socialistas como Jorge Coelho e José Sócrates.

Ao Observador, Coelho, que integrou os governos de Guterres, afirma que “gostava que fosse verdade” que o socialista já tivesse tomado uma decisão pois acredita que é o melhor candidato presidencial que o PS poderá ter, mas garante que ainda não recebeu qualquer indicação nesse sentido.

Segundo a SIC, José Sócrates já desmentiu que Guterres, atualmente Alto Comissário da ONU para os Refugiados, lhe tenha dito que já tomou de decisão de avançar para Belém.

Na semana passada, o Observador noticiou que Guterres ainda não comunicou ao Governo a intenção de se manter no cargo internacional que ocupa e cujo mandato termina em maio. Seria o terceiro mandato (ocupa-o desde 2005). Ou sequer a intenção de se candidatar ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas, no final de 2016.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) não tem em marcha, por isso, nenhuma campanha diplomática para apoiar uma candidatura de António Guterres para o cargo de secretário-geral da ONU ou qualquer outro cargo internacional. “Desconhecemos que o ex-primeiro-ministro tenha manifestado essa intenção ou qualquer outra”, afirmou fonte do MNE ao Observador. Mas há uma nota adicional vinda das Necessidades: o Governo, “por princípio, apoia indivíduos portugueses com currículo para ocupar relevantes postos em organizações internacionais”.

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Uma candidatura de Guterres nas Nações Unidas afastaria o socialista da corrida às presidenciais, onde soma apoios por parte dos socialistas a cada dia que passa: Jorge Coelho, Costa, Seguro, Mário Soares.

Durante vários anos, Guterres foi taxativo a afastar quaisquer pretensões de se candidatar à Presidência da República, não o quis ser em 2006, nem em 2011. Porém, tudo mudou em maio, quando o socialista deixou uma primeira porta aberta em entrevista à Sábado: “Não quero ser candidato, mas não faço juras eternas; há sempre uma probabilidade, mesmo que mínima, de isso acontecer”.