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Moda

Zara retira das lojas pijama parecido com o uniforme dos judeus nos campos de concentração

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Marca pediu desculpa por o design do pijama ser potencialmente ofensivo e revelar falta de sensibilidade, depois de as críticas terem chovido nas redes sociais.

Já não é a primeira vez que a Zara se vê envolvida em polémicas semelhantes

Cameron Spencer/ Getty

Autor
  • João Pedro Pincha

A Zara retirou das suas lojas um pijama de criança às riscas azuis e brancas com uma estrela amarela do lado esquerdo. Alguns utilizadores do Twitter queixaram-se das supostas semelhanças entre o pijama e a roupa utilizada pelos prisioneiros dos campos de concentração nazis. A marca, por seu lado, afirma que a inspiração para a peça veio dos western americanos, mas decidiu suspender a venda do produto.

O pijama, destinado para crianças dos 3 meses aos 3 anos, tem uma inscrição, no centro da estrela amarela, que diz “Sheriff”, apesar de não ser facilmente visível ao longe, o que provocou as associações com o uniforme utilizado por judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Os símbolos utilizados pela Alemanha nazi nas roupas dos prisioneiros variava conforme o campo de concentração em causa, mas, de um modo geral, todos os judeus eram identificados por uma estrela de David, cuja forma é igual à estrela utilizada pela Zara no pijama.

Depois das queixas (e de algumas piadas, como é o caso do tweet abaixo), a Zara, na sua conta oficial de Twitter, já pediu desculpa centenas de vezes a todos os consumidores que se queixaram do aspeto da peça de roupa. “Reconhecemos que o design pode ser interpretado como insensível e lamentamos sinceramente qualquer ofensa”, disse ao Guardian um porta-voz da Inditex, empresa à qual a Zara pertence.

No site português da marca não é possível encontrar este modelo de pijama à venda. No site britânico, surge a mensagem de que “este produto já não está disponível”. Já não é a primeira vez que a Zara se vê envolvida numa polémica semelhante: em 2007, uma mala com uma suástica foi retirada das lojas depois de queixas de clientes e, mais recentemente, também suspendeu a venda de uma t-shirt com a mensagem “White is the new black” (“Branco é o novo preto”, em tradução livre), que foi considerado por alguns como uma mensagem racista.

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