Nos próximos dias, tanto Maria Luís Albuquerque como Carlos Costa vão voltar ao Parlamento para darem explicações sobre a atual situação do Novo Banco. O requerimento foi apresentado pelo Bloco de Esquerda e aprovado pelos deputados na Assembleia da República.

Desta vez, a ministra das Finanças e o governador do Banco de Portugal (BdP) vão ser ouvidos a propósito da demissão da administração do Novo Banco. Diz o Bloco de Esquerda que foram alegadas “divergências entre a administração que pretendia uma reestruturação sólida do Novo Banco e os objetivos políticos que pressionam para uma venda rápida da instituição” e esse é um dos assuntos que os bloquistas querem ver esclarecidos.

Diz ainda o BE que “perante esta situação, que mantém a turbulência do caso BES, e tendo em conta que o Novo Banco, detido pelo Fundo de Resolução, é uma entidade bancária capitalizada com dinheiros públicos, são necessárias mais explicações, assim como a clarificação dos objetivos do Governo e do Banco de Portugal para o Novo Banco”.

A audição ainda não tem data marcada, mas será feita na Comissão de Orçamento e Finanças, antes mesmo de a comissão de inquérito sobre o caso do Grupo Espírito Santo estar em funcionamento. Os dois responsáveis já foram ouvidos uma vez nesta comissão sobre a medida de resolução aplicada ao BES que resultou na criação do Novo Banco e serão certamente chamados para depor na comissão de inquérito, que deverá arrancar em outubro. Esta comissão de inquérito será votada na sexta-feira.