Luís Filipe Menezes diz que não vai aceitar as “mentiras e calúnias arrancadas do nada” contra si e em comunicado à Lusa e post no seu Facebook, o antigo autarca de Gaia anunciou que vai suspender a atividade como “comentador de televisão ou articulista de jornais”. Para além disto, apresentou ainda fotografia de dois documentos alegadamente o ilibam de qualquer crime num contrato celebrado entre a autarquia e a Mota Engil, um dos casos em que estará a ser investigado pela Polícia Judiciária.

“Como acontece há anos, a promiscuidade pútrida entre alguns jornalistas venais e as entranhas do poder judicial faz dos cidadãos entidades sem direitos e sujeitos a julgamentos e condenações sumárias na praça pública sem hipóteses de defesa”, escreveu o antigo autarca. Numa longa declaração enviada à agência Lusa e publicada na sua página de Facebook, o ex-líder do PSD vem defender-se publicamente das várias acusações que têm surgido contra si e que têm posto em causa a gestão da Câmara Municipal de Gaia e o seu enriquecimento pessoal.

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Devido a estas acusações, Menezes diz que vai suspender as colaborações com órgãos de informação, pois “não é curial que alguém sobre suspeita opine sobre o que quer que seja perante um auditório alargado de cidadania”. Quanto ao lugar de conselheiro de Estado, Menezes não vê necessidade de suspender essa atividade, já que “nada no seu estatuto” impele “a um pedido de resignação ou substituição”.

“Esta atoarda irresponsável toca o inconcebível, mesmo em matérias em que uma análise simples tornaria ridícula qualquer acusação”, escreve Menezes.

Para se defender publicamente, Menezes vem dar a sua versão sobre o contrato com a empresa de resíduos Suma, pertencente à Mota-Engil, alegando que foram “os técnicos municipais propuseram uma renegociação com esse grupo em que, uma prorrogação do seu contrato de concessão como estava previsto no mesmo, pressuporia uma poupança para a autarquia de cerca de 15 milhões de euros”. O social-democrata lembra que em 2012, o seu executivo chamou o líder da oposição, agora presidente da Câmara para opinar sobre os pareceres jurídicos relativos a este contrato.

O PS terá concordado, tal como o Tribunal de Contas, defende Menezes na sua declaração, apresentado dois documentos que dizem comprovar a sua inocência:

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Contrato das águas de Gaia

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Contrato aprovado por unanimidade em reunião da Câmara

“Sei da minha seriedade, sei que assustei demasiados interesses que nunca me perdoarão, mas vencerei e comigo vencerá a verdade. Defendo que quem prevarica em funções públicas deve ser exemplarmente punido, mas também defendo punição agravada para quem denigre a imagem de detentores sérios de cargos públicos”, escreve em sua defesa Luís Filipe Menezes.