O Espírito Santo Financial Group (ESFG) revelou que Alain Morvan, membro do Conselho de Administração da “holding”, renunciou ao cargo que ocupava, com efeitos imediatos, tal como haviam feito na véspera outros cinco responsáveis.

Na quinta-feira, cinco membros do Conselho de Administração do ESFG, um executivo e quatro independentes, renunciaram aos cargos que detinham na entidade, com efeitos imediatos, revelou a empresa que tem sede no Luxemburgo em dois comunicados enviados ao supervisor do mercado português. Os nomes em causa são o de Philippe Guiral (administrador), e os independentes Bernard Basecqz, Fernando Pereira Coutinho (presidente da comissão de auditoria), José Ruivo da Pena e Luís Daün e Lorena, sendo que os dois últimos integravam a comissão de auditoria.

A 3 de setembro, Ricardo Salgado (antigo líder do Banco Espírito Santo) renunciou ao cargo de presidente do Conselho de Administração do Espírito Santo Financial Group (ESFG), bem como dois outros administradores. José Manuel Pinheiro Espírito Santo Silva renunciou ao cargo de vice-presidente do Conselho de Administração e Gherardo Laffineur Petracchini renunciou ao cargo de administrador. Na altura, Roger Hartmann foi eleito presidente do Conselho de Administração e Caetano Espírito Santo Beirão da Veiga foi cooptado administrador do ESFG.

José Maria Ricciardi, ex-administrador do BES, foi o primeiro a renunciar ao cargo no ESFG. No mesmo dia (24 de junho), a entidade deu conta de que o seu administrador Jackson Behr Gilbert também deixou a instituição, neste caso, por ter atingido a idade de reforma. Depois, a 7 de julho, foi a vez de o empresário português Patrick Monteiro de Barros abandonar a administração do ESFG, seguindo-se-lhe o comandante António Ricciardi, pai de José Maria Ricciardi, a 16 de julho. A 22 de julho, foi o empresário marroquino Othman Benjelloun a apresentar a sua renúncia ao cargo que desempenhava na administração do ESFG. A ESFG está sob gestão controlada no Luxemburgo e é a principal acionista do BES.

No dia 3 de agosto, o Banco de Portugal tomou o controlo do BES, depois de o banco ter apresentado prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição. No chamado “banco mau”, um veículo que mantém o nome BES, ficaram concentrados os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas. No “banco bom”, o banco de transição que foi chamado de Novo Banco, ficaram os ativos e passivos considerados não problemáticos.