António Costa chamou-lhe “instrumentalização”. Foi insultado, houve gritos e ofensas à saída da última comissão nacional do PS em julho deste ano em Ermesinde. Agora, três meses e meio depois, com uma nova liderança a caminho e um candidato a primeiro-ministro escolhido, os socialistas prometem uma comissão nacional “tranquila” apenas para definir o calendário do partido.

Do lado de António José Seguro, Álvaro Beleza irá pedir a palavra na reunião do órgão máximo entre congressos, mas garante que não irá provocar divisões. A intenção agora, de parte a parte, é a de mostrar que não há problemas entre as duas alas e que estas não só convivem dentro do partido como irão concretizar a unidade nos órgãos do partido.

Do lado de Costa, garante uma fonte ao Observador, que servirá apenas para marcar datas e afinar os calendários, mas sem mais nuances.

Para isso, até a moção ao congresso de António Costa irá beber às ideias de António José Seguro. Maria Manuel Leitão Marques, que está a coordenar a elaboração da moção, irá aproveitar o trabalho feito pelo Novo Rumo e também pelo Laboratório de Ideias para o incorporar no texto.

Já quanto a nomes só ficarão fechados no congresso, que vai ficar esta quarta-feira marcado para os dias 29 e 30 de novembro. As eleições diretas serão realizadas uma semana antes, a 31 de novembro.