São 880 mil bicicletas para 800 mil habitantes. São também cem canais, mais de mil pontes e milhões de locais onde apreciar tranquilamente a beleza de uma cidade diferente. Amesterdão está carregada de história, desenhada na pacata vila piscatória do século XIII, depois na próspera “Golden Age” colonial do século XVII até se tornar no atual centro de comércio, negócio e cultura. Vivem em Amesterdão 820 mil pessoas e metade são estrangeiros. A diversidade cultural vê-se nas ruas, vale muito a pena passear por entre os canais e sentir a energia de uma cidade dinâmica como muito poucas na Europa.

Mark Dadswell/Getty Images

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AFP PHOTO / TIMOTHY TIMOTHY CLARY/AFP/Getty Images

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Há muito para ver e fazer em Amesterdão. Algumas sugestões:

Se gosta de museus, encontra no Rijksmuseum é um dos maiores e mais importantes espaços da cidade. Renovado em 2013, apresenta uma coleção notável de alguns dos nomes mais importantes da arte holandesa. Pinturas de Rembrandt, Vermeer e Frans Hals, mas também mapas, peças de escultura, vestuário e arte asiática. A Rijksmuseum alberga 800 anos de história num espaço agora renovado.

O Van Gogh Museum é um dos museus mais populares do mundo, nele encontram-se mais de 200 pinturas, 500 desenhos e 700 cartas do pintor holandês. As paisagens impressionistas e as naturezas mortas (de onde se destacam os famosos girassóis) constituem a principal atração, mas há também workshops para crianças e música com artistas e DJs à sexta-feira.

Um dos novos museus da cidade é o Amsterdam Tattoo Museum, abriu em 2011 e reúne dezenas de milhares de objetos representativos da arte da tatuagem dos cinco continentes. Além da história ancestral, a curadoria de Henk Schiffmacher abre espaço para as diferentes subculturas (prisão, exército, marinheiros, prostitutas). O criador e ainda principal impulsionador do museu organiza mensalmente a visita de um tatuador de renome, que durante dois dias presta serviço a preço reduzido.

Também carregada de história está a Anne Frank House, a casa onde se escondeu a família de Anne Frank e onde foi escrito um livro que é hoje um memorial do Holocausto: ” O diário de Anne Frank”.

E para uma visita mais pitoresca pode também explorar a Masmorra de Amesterdão, onde atores de carne e osso representam os séculos mais negros da história da cidade. Prepare-se, pode ser assustador…

Mas o melhor é mesmo passear pelos muitos bairros da cidade e explorar os canais que atraem todos os anos milhões de turistas do mundo inteiro. Estas são algumas das principais atrações:

O Mercado das Flores (Bloemenmarkt) no canal Singel, um mercado flutuante repleto de cor aberto todos os dias da semana.

O Palácio Real (Koninklijk Paleis) na Dam Square, um edifício do século XVII que já foi a Câmara da cidade, é ainda usado pela casa real mas está aberto ao público a maior parte do ano.

O Vondelpark, o parque que recebeu o nome do famoso poeta holandês em 1867, é um dos grandes espaços verdes da cidade, ponto de reunião de famílias e turistas, onde se pode passear, fazer um piquenique ou praticar desporto.

E é precisamente no Voldelpark que se encontra a Ilha das Tulipas, a flor que é o símbolo do país. O “paraíso das tulipas” como é também conhecido, está aberto ao público entre os meses de junho e setembro.

O mais charmoso bairro do centro é provavelmente o Begijnhof, um pátio fechado que no século XIV serviu de residência a uma irmandade religiosa. É nele que se encontra preservada a casa de madeira mais antiga da cidade: data de 1465.

Koen van Weel/AFP/Getty Images

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Ilvy Njiokiktjien/AFP/Getty Images)

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A gastronomia é outra excelente experiência em Amesterdão. Há comidas de todo o mundo, mas dada a longa relação da Holanda com a Ásia, este continua a ser um dos melhores locais da Europa para provar sabores do sudoeste asiático. Para além disso, as tradicionais cervejas holandesas ajudam bastante à integração no ambiente (e por isso o Museu da Heineken ainda é uma das atrações mais visitadas).

Típicas são também as tradicionais coffee shops, onde se vai para muito mais do que beber café. Aliás, não é pelo café que são conhecidas, mas pela diversidade de oferta de marijuana. O consumo de drogas leves é tolerado na Holanda, mas há poucos anos o governo proibiu o consumo em locais públicos e restringiu o consumo de canabis aos 250 estabelecimentos espalhados pela cidade. Entre as mais conhecidas estão o Barney’s, o Dampkring e o The Buldog. Desde há 27 anos, no final do mês de novembro, celebra-se a Cannabis Cup, uma semana dedicada ao consumo dos produtos da marijuana.

À noite, as opções são mais do que muitas. Amesterdão é uma cidade conhecida pela dimensão da noite, mas tem muito mais para oferecer que as coffee shops, bordéis, lojas de sexo e museus da Red Light District. A cidade é liberal em todos os aspetos, está no centro da Europa e por lá passam obrigatoriamente os principais DJs, bandas e artistas. A eletrónica e o hip-hop estão no centro das atenções, mas há música e espetáculos para todos os gostos, distribuídos por centenas de bares e clubes noturnos, sete dias por semana.

ANOEK DE GROOT/AFP/Getty Images

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EVERT ELZINGA/AFP/Getty Images

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