Os automobilistas pagaram mais 5,5% de contribuição de serviço rodoviário nos primeiros nove meses do ano. Esta contribuição é paga no imposto sobre os combustíveis e atingiu em setembro 393 milhões de euros, de acordo com números hoje divulgados pela Estradas de Portugal (EP).

A contribuição rodoviária é a principal receita da Estradas de Portugal, empresa que gere a rede nacional de estradas. O aumento desta receita resulta de uma subida do valor cobrado, mas também da recuperação do tráfego registada este ano. Para 2015, está previsto um novo aumento da contribuição cobrada nos combustíveis, de 2 cêntimos por litro, o que fará subir o preço da gasolina e gasóleo.

Os proveitos totais da EP subiram 7% até setembro, totalizando 630 milhões de euros. Neste bolo estão ainda as receitas com portagens de 236,1 milhões de euros.

No mesmo período a despesa com pagamentos às concessionárias aumentou 182,3 milhões de euros devido à entrada em pagamento de algumas subconcessões este ano, não obstante a EP ter beneficiado entretanto de uma redução dos encargos fruto da renegociação de vários contratos, em particular de autoestradas sem custos para os utilizadores (Scut).

Para responder a este aumento de despesa de investimento, que inclui a retoma das obras do túnel do Marão, a EP beneficiou este ano de aumentos de capital no montante de 956 milhões de euros, dos quais 371 milhões resultaram da conversão de empréstimos do Estado e respetivos juros.

Nos primeiros nove meses do ano, a EP registou lucros de 6,8 milhões de euros e um resultado operacional de 259,5 milhões de euros.