Segundo a Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia, os serviços de emergência transportaram oito cadáveres para Surabaia, na ilha de Java, onde foi montado o centro de operações e se concentra a maioria dos familiares das vítimas, enquanto dois outros estão na ilha do Bornéu e seis em barcos.

Cerca de 30 barcos e 17 aviões, de países como Estados Unidos, Austrália, Singapura, Malásia e China, participam nas buscas pelas caixas negras do avião da AirAsia, sob condições meteorológicas relativamente boas, com ondas de entre 2,5 e 3 metros, segundo o canal de televisão Channel News Asia.

Na quinta-feira, foi identificada a primeira vítima — Hayati Lutfiah Hamid –, a qual foi a enterrar numa cerimónia que reuniu familiares e amigos em Java Oriental, segundo o diário The Jakarta Post. A sogra, o marido e um filho de Hayati também seguiam a bordo do Airbus 320-200 da companhia de baixo custo malaia. Anteriormente, a vítima tinha sido identificada erroneamente pelos ‘media’ locais como a hospedeira Khairunisa Haidar Fauzi.

As autoridades estimam que o aparelho esteja entre 30 e 50 metros de profundidade, a sul da ilha de Bornéu. O Airbus da AirAsia descolou no domingo da cidade indonésia de Surabaia e tinha aterragem prevista para cerca de duas horas depois em Singapura, mas despenhou-se quarenta minutos após a descolagem no mar de Java. A bordo seguiam 155 indonésios, três sul-coreanos, um britânico, um francês, um malaio e um singapurense.

Apesar de o piloto, o capitão Iriyanto, ser um experimentado profissional com 23.000 horas de voo, 6.000 das quais ao serviço da AirAsia, e de o Airbus ter passado uma revisão técnica em novembro, o acidente suscitou questões sobre a segurança das companhias aéreas asiáticas.

Especialistas em navegação aérea citados por agências internacionais admitiram, esta quinta-feira, que o piloto do voo QZ8501 tenha conseguido fazer uma amaragem de emergência, mas que o aparelho tenha acabado por submergir devido ao estado do mar.