O Charlie Hebdo já por várias ocasiões sofreu represálias pelo seu trabalho e pelos cartoons controversos a que habituou o público, todas as semanas. Em novembro de 2011, houve um incêndio nas instalações depois de terem sido publicados desenhos satíricos de Maomé. No ano passado voltou a ser alvo de ataques. Mas nunca com a gravidade do atentado desta quarta-feira.

O Charlie Hebdo é uma publicação, algo entre o jornal e a revista, militantemente anti-religiosa e que, além dos cartoons publica regularmente reportagens e anedotas que há várias décadas suscitam a raiva de alguns grupos religiosos, designadamente ligados ao islamismo. A redação teve, a certa altura, de mudar de instalações e foi acolhida pelo Libération, mas voltou a encontrar instalações próprias e foi aí que ocorreu, esta quarta-feira, o atentado.

Foi fundada ainda em 1969, na altura chamava-se Hara Kiri, e desde 1992 que é publicada semanalmente, à quarta-feira, além de algumas edições especiais. O diretor é Stephane Charbonnier, ou “Charb”. A última publicação do Charlie Hebdo no Twitter foi um desenho do líder do ISIS, “desejando-lhe” boa saúde.