O Benfica vai construir uma escola para cerca de 600 crianças na ilha cabo-verdiana do Fogo, afetada há quase dois meses pela erupção vulcânica, informou hoje o presidente do clube ‘encarnado’, Luís Filipe Vieira.

Numa curta declaração à imprensa após ser recebido por Jorge Carlos Fonseca, presidente cabo-verdiano, Luís Filipe Vieira indicou que a escola insere-se na missão da Fundação do clube lisboeta.

“Todos nós sabemos o que é a Fundação Benfica e o que é a sua missão em relação a essas situações e queremos estar presentes e solidários com Cabo Verde”, afirmou o dirigente.

O presidente do Benfica disse que, da parte do clube, “há uma disponibilidade grande para com os jovens da ilha do Fogo” para construir uma escola: “Será direcionada a cerca de 600 crianças e é isso que o Benfica e a sua fundação estão aqui hoje a fazer”, prosseguiu Luís Filipe Vieira, esclarecendo que está em Cabo Verde em missão social e não em missão desportiva.

“A nossa vinda à Cabo Verde, especialmente à Cidade da Praia, e estar com o Presidente da República, tem a ver com a situação triste que se vive em Cabo Verde, tendo em conta a situação da ilha do Fogo”, avançou o presidente do Benfica, numa declaração sem direito a perguntas dos jornalistas.

A agência Lusa apurou que a escola será edificada pela construtora portuguesa Mota Engil.

O presidente do Benfica ofereceu duas camisolas ao presidente cabo-verdiano: uma de Eusébio e outra com o número 10 e com o nome de Jorge Fonseca.

O chefe de Estado cabo-verdiano agradeceu o gesto e explicou ao dirigente ‘encarnado’ as tragédias que se abateram nos últimos tempos sobre o país, nomeadamente o mau ano agrícola, a erupção vulcânica e o naufrágio de um navio na ilha do Fogo.

Antes do encontro com o mais alto magistrado da nação cabo-verdiana, Luís Filipe Vieira foi recebido pelo primeiro-ministro do país, José Maria Neves, a quem apresentou um projeto para apoiar a recuperação da ilha do Fogo, que também vai visitar hoje à tarde.

Além de Vieira, a comitiva ‘encarnada’ integra ainda o presidente executivo da Fundação Benfica, Carlos Móia, e Nuno Gomes, assessor do presidente do clube para as relações internacionais.

A visita insere-se no âmbito da ação da Fundação Benfica que, em Portugal, tem um programa de apoio escolar que auxiliou, em 2014, cerca de 10 mil crianças desfavorecidas.

Mas já contribuiu para a reconstrução do Haiti, depois da destruição provocada pelo terramoto de 2010, tendo oferecido, no mesmo ano, habitações na Madeira a três famílias desfavorecidas afetadas pelas inundações.

O Benfica já tem uma escola na ilha cabo-verdiana de São Vicente e, disse à Lusa o vereador do Desporto da Câmara Municipal da Praia, António Lopes da Silva, as obras para a construção de uma casa do clube na capital cabo-verdiana vão arrancar no final deste mês.