Futuro da PT

Granadeiro defende, agora, o fim da fusão da PT e da Oi

532

O ex-presidente da PT, em carta enviada à assembleia-geral da PT e à CMVM, diz ainda que Zeinal Bava sabia dos investimentos na Rioforte. E admite que a fusão não se concretize.

Henrique Granadeiro negociou os termos da fusão, mas agora mudou de opinião.

Manuel Almeida/LUSA

O ex-presidente da PT, Henrique Granadeiro, enviou uma carta para a assembleia-geral da PT SGPS e para a Comissão de Mercados e Valores Mobiliários (CMVM) a defender a anulação da fusão da PT com a brasileira OI, noticia o Diário Económico esta quinta-feira.

Na carta dirigida ao presidente da assembleia-geral da PT, Menezes Cordeiro, e ao presidente da CMVM, Carlos Tavares, o ex-chairman – que negociou os termos do negócio entre a PT e a OI na sequência do default de 900 milhões de euros da Rioforte – defende que “é legítimo à PT SGPS denunciar o acordo de fusão”.

A carta data de 13 de janeiro, precisamente um dia depois da assembleia-geral, que devia ter votado a venda da PT aos franceses da Altice, ter sido suspensa. Também Menezes Cordeiro, o presidente do BPI, Fernando Ulrich, e a própria CMVM já manifestaram uma posição idêntica.

Henrique Granadeiro renunciou ao cargo em agosto argumentando que, antes da sua saída, um mês após rebentar o escândalo da Rioforte, defendeu sempre os “interesses do grupo”. Mas, agora, o ex-presidente afirma que a Oi, Zeinal Bava e Pacheco de Melo tinham conhecimento das aplicações, uma vez que os títulos da Rioforte estavam no balanço da empresa brasileira.

Sendo inquestionável […] que a Oi decidiu tais aplicações através da sua filial PT Portugal, é legítimo à PT SGPS denunciar o acordo de fusão porque no caso de virem a ser aprovados pela CVM do Brasil os acordos definitivos […] a participação da PT SGPS ficará muito aquém do limite mínimo de participação (36,6%) estabelecido na assembleia-geral que aprovou o aumento de capital”.

Embora sem se referir diretamente a Zeinal Bava, Granadeiro refere que “a PT Portugal tinha como presidente do Conselho de Administração o presidente da Oi (Bava) e como vice-presidente Luís Pacheco de Melo, em acumulação com o cargo de CFO da PT SGPS, pelo que sendo as pessoas indivisíveis é impossível defender que a Oi não tinha conhecimento de operações cujos presidente e vice-presidente da PT Portugal conheciam e/ou ordenavam”. “Não subsistem pois, quaisquer dúvidas de que a PT Portugal foi o autor da tomada das participações das empresas na Rioforte”, concluiu.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: ssimoes@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)