Era famosa a página 3 do jornal britânico The Sun. “Era”, sim, porque a última vez que foi vista foi na passada sexta-feira. Uma mulher em topless, diferente em cada edição do jornal, há já 44 anos. A decisão foi felicitada pelos críticos da atitude sexista e ‘fora de moda’ do jornal.

A rapariga em topless começou em novembro de 1970, uma medida revolucionária na altura, mesmo para um jornal popular.

O The Sun tentou acabar com os conteúdos desta página discretamente, referiu o Guardian, trocando as fotografias de modelos despidas da cintura para cima, por modelos em lingerie ou biquíni. Mas a tradicional Página 3 continua online.

https://twitter.com/dylsharpe/status/557235991019540481

“A página 3 continua no The Sun de amanhã no mesmo sítio onde sempre esteve – entre a página 2 a página 4”, escreveu no Twitter Dylan Sharpe, relações públicas do jornal.

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Aparentemente a ordem terá vindo da administração e poderá ter tido origem nas constantes críticas ao conteúdo, mas o Sun escusou-se a responder às perguntas do Guardian. Contudo, é uma medida reversível caso o jornal mais vendido em Inglaterra, e o segundo mais vendido na Europa, baixe o número de exemplares vendidos.

O fim das modelos com peitos desnudos na Página 3 já foi comentada por um dos principais grupos de ativistas contra os conteúdos desta página. “Isto pode mesmo ser uma notícia histórica e um grande dia para o poder do povo. Poderá ser um enorme passo para desafiar o sexismo nos média”, disse a porta-voz da campanha No More Page 3 (Chega de Página 3), citada elo Guardian.

Como em todos os assuntos que geram controvérsia, há quem não concorde com a decisão. Havendo mesmo alguns fãs do conteúdo a manifestarem-se nas redes sociais.

https://twitter.com/Lucy_Anne/status/557432419046133760

Parece que os velhos feministas conseguiram tirar um número de empregos às jovens. É mesmo justo… ou não.

Parece um pouco hipócrita que os feministas estejam a dizer às mulheres o que podem e não podem fazer.