Nos próximos quatro anos, Portugal quer gastar 960 milhões de euros em armamento. A revisão da Lei de Programação Militar (LPM) é discutida esta quinta-feira em plenário da Assembleia da República e deverá ser aprovada apenas com os votos a favor dos partidos da maioria.

De acordo com a proposta, em 2015 o investimento previsto é de 210 milhões, em 2016, 230 milhões, em 2017, 250 milhões e, em 2018, 270. No primeiro quadriénio, as prioridades são as seguintes:

Marinha

  • Dois novos Navios Patrulha Oceânicos – A Marinha tem atualmente dois, construídos nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. Os restantes seis que chegaram a estar encomendados foram cancelados por este Governo em 2012.
  • Renovação das fragatas classe Vasco da Gama e Bartolomeu Dias – Portugal dispõe de cinco e trata-se dos navios mais poderosos da Armada, que datam da década de 90.
  • A substituição dos motores dos helicópteros Lynx – São também cinco, que foram adquiridos com as três fragatas da classe Vasco da Gama, de que fazem parte. Desempenham missões de anti-submarina, luta anti-superfície, interdição marítima, combate à pirataria, evacuações médicas, transporte logístico sempre em conjugação com as fragatas.

Exército

  • Início do processo para substituição da Arma Ligeira – Isto significa a substituição da velha G3 que fez a guerra colonial e que ainda é usada pela tropa portuguesa. Este concurso também já foi aberto e foi por este Governo cancelado.
  • Viaturas Táticas Ligeiras Blindadas (4×4) – São essenciais para a Brigada de Reação Rápida.

Força Aérea

  • Renovação da frota dos C-130 – São seis aviões de transporte estratégico. Podem transportar tropas e viaturas, bem como fazer evacuações de emergência com capacidade para 100 pessoas. É a principal prioridade da Força Aérea pois estes aviões já têm restrições para voar no espaço aéreo europeu precisamente por ter sistemas de navegação antigos. A sua substituição por uns aviões novos será feita a médio prazo.
  • Atualização do software operacional da frota F16 – São os aviões mais mortíferos das Forças Armadas portuguesas. Portugal dispõe de duas esquadras de fabrico norte-americano, que estão ao serviço desde os anos 90, apesar da sua construção ser mais antiga.

EMGFA

  • Os programas do Estado-Maior General das Forças Armadas são comuns a todos os ramos e dizem respeito a valências como comunicações satélite, capacidade de ciberdefesa, informações militares e apoio sanitário.