O total de notas contrafeitas retiradas da circulação em Portugal em 2014 diminuiu 39% face ao ano anterior, para um total de 9.250, divulgou nesta sexta-feira o banco central. Em comunicado, o Banco de Portugal (BdP) destaca que o número de contrafações apreendidas no país é “extremamente reduzido em comparação com as notas genuínas em circulação” e representou apenas 1,1% das notas contrafeitas apreendidas na área do euro.

Seguindo a tendência verificada na área do euro, a denominação mais contrafeita em Portugal foi a de 20 euros, representando 51,4% das notas apreendidas. Segundo alerta o BdP, as contrafações detetadas “podem ser identificadas sem a utilização de equipamentos auxiliares, recorrendo apenas a uma observação cuidada dos elementos de segurança destinados ao público, através da metodologia ‘tocar-observar-inclinar'”.

Os dados globais hoje divulgados pelo Banco Central Europeu (BCE) apontam, pelo contrário, para um aumento homólogo de 25% das contrafações de notas em 2014, para 838.000 (670.000 em 2013), embora saliente que o número permanece “muito baixo”.

A subida anual do total de contrafações resultou, sobretudo, do aumento de 44% observado no segundo semestre de 2014, período durante o qual foram retiradas de circulação 507.000 notas de euro contrafeitas. As denominações de 20 e 50 euros representaram 86% das contrafações, mas apresentaram tendências de evolução opostas no período, com a percentagem de contrafações de notas de 20 euros a aumentar e a de 50 euros a diminuir.

O BCE adianta que 97,5% das notas contrafeitas foi detetada em países da área do euro, tendo apenas cerca de 2% das notas sido apreendidas em Estados-membros da União Europeia não pertencentes à área do euro e menos de 0,5% sido detetadas noutras partes do mundo.

Salientando que “a quantidade de contrafações permanece, contudo, muito reduzida em comparação com o número de notas de euro genuínas em circulação no mesmo período” (mais de 15 mil milhões no segundo semestre de 2014), o banco central assegura que “as notas de euro continuam a ser um meio de pagamento seguro e de confiança”.