Base de licitação: 400 libras, ou 20.000 libras, tudo depende da peça de arte desejada. Há preços para vários gostos e posses no leilão “Paula Rego: 30 years of print”, que a Christie’s organiza pouco tempo depois do 80.º aniversário de Paula Rego. As licitações podem ser feitas entre 10 e 19 de março no site da leiloeira britânica e entre as várias obras da pintora encontra-se a série completa das 15 gravuras de “Peter Pan”.

Trata-se de “uma das maiores coleções privadas de gravuras da ilustre artista contemporânea”, explicou o gabinete de imprensa da Christie’s por e-mail ao Observador. No lote de obras para venda vão estar inseridas “todas as suas séries gráficas mais importantes, incluindo “Peter Pan”, “Nursery Rhymes” e “Jane Eyre”, com muitas raridades e edições esgotadas que cobrem 30 anos. 30 anos de gravuras”.

As 26 gravuras, água-forte e água-tinta com histórias grotescas do imaginário infantil que compõem a série “Nursery Rhymes”, de 1989, saltam à vista. Quanto mais não seja pelo preço base de licitação, 20.000 libras, ou 27.000 euros à taxa de câmbio atual.

Por 15.000 libras (preço base), alguém vai poder levar para casa a série completa de 15 gravuras “Peter Pan”, que a artista criou em 1992 a convite da Folio Society, para ilustrar uma edição do personagem que não quer crescer e vive na Terra do Nunca. Também há litografias soltas inspiradas em Jane Eyre, entre as quais “Come to Me”, do início do século XXI. Esta custa 2.5000 libras.

Para Lucia Tro Santafe, especialista responsável pelo leilão, Paula Rego é “uma das nossas maiores artistas contemporâneas vivas. O seu imaginário poderoso, muitas vezes subversivo, por vezes macabro e frequentemente bem-humorado, insere-a na grande tradição dos artistas contadores de histórias como Goya, Daumier e Picasso“.

Para quem quiser ver de perto as obras antes de comprar, a coleção vai estar em exposição do número 8 da King Street, em Londres, morada das instalações da Christie’s. Em Portugal, no último fim de semana de janeiro decorreu um leilão no Palácio do Correio Velho cuja peça mais cara era um acrílico sobre papel de Paula Rego, a 150 mil euros a base de licitação. Mas não chegou a ser vendida.