As autoridades da Bélgica anunciaram ter detido um suspeito de tráfico de armas e de ligação ao autor do atentado terrorista de janeiro num supermercado judeu em Paris, no qual morreram quatro pessoas, noticiou esta sexta-feira a agência belga. Um primeiro suspeito, que se entregou à polícia, foi detido uma semana depois do ataque e está acusado de ter vendido as armas utilizadas pelos terroristas.

A Câmara do Concelho de Charleroi, uma cidade a sul da Bélgica, decidiu prolongar por mais um mês a detenção do primeiro homem, enquanto continua a investigar o caso, refere a agência belga, sem avançar mais informações sobre o segundo suspeito detido. O homem que se entregou à polícia revelou ter vendido armas a Amédy Coulibaly, que chegou a estar em sua casa para ver o material.

Os investigadores encontraram provas sobre a compra de armas de um calibre pouco comum, que corresponde às utilizadas no ataque ao supermercado. Amédy Coulibaly foi morto pelas forças especiais da polícia francesa.