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Reino Unido

Obsesidade, alcoolismo, droga. Quem recusar curar-se, perde benefícios sociais

O primeiro-ministro David Cameron diz que não têm de ser os contribuintes a suportar os apoios pagos a pessoas que têm tratamento, mas que não querem tratar-se. E quer incentivá-los a trabalhar.

Atualmente, o estado britânico atribui apoios sociais sem obrigar os doentes a sujeitarem-se a tratamentos

JEAN-SEBASTIEN EVRARD/AFP/Getty Images

Quem sofre de obesidade e goza de benefícios sociais do estado britânico poderá perder tudo se recusar tratar-se. O anúncio é do primeiro-ministro, David Cameron, que quer reduzir os apoios sociais na doença e fazer com que milhares de pessoas que reclamam cuidados de saúde para a obesidade, a toxicodependência ou o alcoolismo sejam “incentivadas” a voltar a trabalhar.

Cameron defende que os contribuintes não devem continuar a financiar os “benefícios” de pessoas que recusam aceitar tratar-se e que podiam estar a trabalhar. E pediu a uma conselheira o Governo para a saúde para elaborar um plano de trabalho. A ideia é que sejam definidas regras para os tratamentos e para definir a melhor altura para abandonar os benefícios.

Atualmente, diz o The Telegraph, quase 100 mil pessoas reclamam apoio na doença por serem toxicodependentes, alcoólicos ou obesos. São pouco mais de 130 euros por semana. No entanto, não há qualquer obrigação de se tratarem, podendo beneficiar sempre deste apoio social. A título de exemplo. Do total de 2,5 milhões de beneficiários de apoio na doença, cerca de 1,5 milhões já recebem subsídios há mais de cinco anos.

Há muitas pessoas presas aos benefícios da doença por causa de questões que podiam ser tratadas, mas não são. Alguns têm problemas com álcool ou com drogas, mas recusam tratamento. Noutros casos têm problemas de peso que podiam ser tratados, mas preferem ter subsídios do que trabalhar”, diz Cameron.

O primeiro-ministro referiu que não têm de ser os contribuintes a suportar esses custos e que o próximo governo Conservador pretende mudar esta situação. A conselheira Dame Carol Black já disse que “estas pessoas, além da sua condição e dos problemas do seu estilo de vida, sofrem desvantagens por não estarem envolvidos no mercado de trabalho, tão importante na sociedade”. O primeiro-ministro compromete-se, para já, a diminuir o valor dos benefícios concedidos todos os anos. A oposição já começou a criticar.

 

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