Centenas de túmulos foram profanados no cemitério judeu na cidade de Sarre-Union, na região administrativa da Alsácia, no leste da França. A informação foi divulgada neste domingo pelo ministro do Interior do país, Bernard Cazeneuve, num anúncio à imprensa onde condenou “com a maior firmeza” este”ato hediondo”.

“Nenhuma violência, nenhuma manifestação de desrespeito ou ódio inspirado por qualquer forma de racismo ou intolerância religiosa vai enfraquecer a nossa vontade inquebrável de viver juntos em liberdade”, afirmou. A polícia já iniciou a investigação para identificar os autores do crime.

O primeiro-ministro francês Manuel Valls qualificou a ação de “ato vil e antissemita” e avisou que não medirá esforços na busca dos responsáveis.

O Presidente da França, François Hollande, também condenou o ataque. Em nota divulgada pela imprensa do país, disse que “serão implementados todos os meios o mais rapidamente possível para garantir que os autores deste ato bárbaro sejam identificados e punidos”. “França está determinada em lutar incansavelmente contra o antissemitismo e contra aqueles que querem comprometer os valores da República”, refere o anúncio.

O presidente do Conselho Representativo das Instituições Judaicas da França (CRIF), Roger Cukierman, declarou neste domingo: “Estou cansado de todos esses atos antissemitas, nas suas várias formas, vimos no dia 9 de janeiro, em Paris, em Copenhague, ontem e hoje, na Alsácia”, afirmou à agência AFP.

Esta não é a primeira vez que o cemitério judeu em Sarre-Union é alvo de ataques. Em 1988, sessenta lápides judaicas foram derrubadas, e em 2001, 54 túmulos foram vandalizados.