Rádio Observador

Terrorismo

Rui Machete sobre Copenhaga: “Não podemos ceder ao medo”

O ministro dos Negócios Estrangeiros considera que a Europa não pode "ceder ao medo", sublinhando não ter "nenhuns indícios" que atentados semelhantes possam acontecer em Portugal.

ANDRÉ KOSTERS/LUSA

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, disse este domingo, na sequência dos atentados na Dinamarca, que a Europa não pode “ceder ao medo”, sublinhando não ter “nenhuns indícios” que atentados semelhantes possam acontecer em Portugal.

“Nós sabemos que os dinamarqueses pensam, e corretamente, que não podem ceder ao medo. Isto é uma luta que continua, nós não podemos ceder ao medo. Temos que tomar as precauções, evidentemente. Não podemos ter quaisquer jactâncias. Precisamos do apoio de todos os povos que prezam a liberdade, incluindo, naturalmente, os países muçulmanos que condenam isto tipo de violência injustificada”, declarou Rui Machete.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros (MENE) português falava em Roma, à margem do consistório no qual o papa Francisco nomeou cardeal o patriarca de Lisboa, Manuel Clemente.

Rui Machete referiu que Portugal já exprimiu a sua solidariedade ao povo dinamarquês: “É efetivamente um atentado terrorista que lamentamos e condenamos veementemente. Falei com o MNE dinamarquês, apresentando as nossas condolências e exprimindo a nossa solidariedade”.

Questionado sobre o alastramento de atentados perpetrados por fundamentalistas islâmicos a países europeus, Machete disse que Portugal não tem “nenhuns indícios” de que possa ser alvo de um atentado semelhante.

“Evidentemente não há uma garantia absoluta que isso não aconteça, temos que ser prudentes e vigilantes”, declarou.

A polícia dinamarquesa anunciou hoje ter abatido o alegado autor dos dois atentados que fizeram dois mortos e cinco feridos, no sábado, em Copenhaga.

O primeiro tiroteio ocorreu durante a tarde de sábado num centro cultural em que se realizava um debate sobre a liberdade de expressão, com o artista sueco Lars Vilks, que vive há anos sob proteção policial devido às ameaças de grupos islâmicos depois de desenhar Maomé como um cão.

Uma pessoa de 55 anos morreu e três agentes ficaram feridos neste atentado, apesar de as autoridades não terem podido confirmar se Vilks era o alvo.

Já na noite de domingo, deu-se novo tiroteio junto à sinagoga de Copenhaga e morreu um jovem judeu que fazia guarda ao edifício, ficando ainda feridos dois polícias.

Na sequência do ataque próximo da sinagoga, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, apelou aos judeus europeus a mudarem-se para Israel.

“De novo um judeu europeu foi morto por ser judeu e este tipo de atentados deve ocorrer novamente”, advertiu o primeiro-ministro israelita, indicando que o seu país está preparado para “acolher uma imigração em massa proveniente da Europa”.

Questionado hoje, em Roma, sobre as declarações do chefe do Governo israelita, Rui Machete disse que essa é uma questão que não se coloca em Portugal.

“Isso é um problema interno de Israel sobre o qual não me pronuncio. No que diz respeito aos judeus portugueses, eles são bem-vindos em Portugal, são cidadãos portugueses como quaisquer outros. É o que posso dizer”, afirmou.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Novo Acordo Ortográfico

Uma comunidade às avessas

José Augusto Filho

Da forma em que foi conduzido, o Acordo serve mais para enfraquecer a língua de Camões do que para disseminá-la. Quanto aos ganhos políticos e económicos esperados, foram até agora praticamente nulos.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)