O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, defendeu este domingo que a ordem internacional “precisa de ser atualizada”, mas negou que o país pretenda derrubar o atual sistema.

“Estamos no mesmo barco, com mais de 190 outros países. Não queremos virar o barco, evidentemente, mas sim trabalhar com os outros passageiros para assegurar que o barco navegue com firmeza e na direção certa”, disse Wang Yi, referindo-se à Organização das Nações Unidas (ONU). Wang Yi salientou, contudo, que o mundo “mudou dramaticamente” desde a criação da ONU, há 70 anos, e apelou a “promoção da democracia nas relações internacionais e ao primado da lei na governação global”.

“É muito importante salvaguardar os legítimos direitos e interesses dos países em vias de desenvolvimento, que são a maioria, para fazer do mundo um lugar mais equilibrado, harmonioso e seguro”, afirmou.

Wang Yi falava no Grande Palácio do Povo, em Pequim, numa conferência de imprensa organizada no âmbito da reunião anual da Assembleia Nacional Popular chinesa. Segunda economia mundial, a seguir aos Estados Unidos da América, a China continua a assumir-se como “um país em vias de desenvolvimento” e descreve o seu crescente poder global como um processo de “ascensão pacífica”.