O presidente executivo da Sonae, Paulo Azevedo, disse que o grupo decidiu aumentar, este ano, o salário de admissão para funções que não requerem qualificações especiais para 520 euros.

Em declarações durante a apresentação de resultados de 2014 da Sonae, que decorreram na Casa de Serralves, no Porto, Paulo Azevedo referiu, sobre a questão salarial, que “às vezes quando se discute os aumentos de salários, tem-se sempre a ideia de que aumentar salários ou aumentar postos de trabalho é muito fácil”.

“O que não é fácil é fazer isso sabendo que daqui a uns anos [quem] vem a seguir não estará a reduzir salários ou a reduzir pessoas”, realçou.

Assim, Paulo Azevedo disse que já foi decidido aumentar-se em 3% o salário de admissão no grupo, para 520 euros, sublinhando que tal acontece num ano “sem inflação”.

O salário mínimo nacional subiu, no começo de outubro do ano passado, dos 485 euros para os 505 euros, um aumento que abrangeu cerca de meio milhão de trabalhadores e que vigorará até ao final de 2015.

O lucro atribuível ao grupo Sonae, excluindo os efeitos da fusão Zon-Optimus e imparidades no terceiro trimestre de 2013, cresceu 11,2% em 2014, face ao ano anterior, para 144 milhões de euros, anunciou a empresa.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sonae esclarece que o resultado líquido beneficiou “com o desempenho positivo ao nível do resultado direto”, o qual aumentou 4,4% para 127 milhões de euros.