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Estados Unidos da América

EUA: Há shoppings transformados em igrejas, centros médicos e faculdades

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É uma nova vida para os milhares de centros comerciais abandonados nos EUA, cujas infraestruturas começam a ser usadas para outros fins. Ao todo, há mais de 200 projetos para reformular shoppings.

Há cerca de 200 projetos para reformular centros comerciais abandonados nos EUA

Getty Images

Igrejas, escolas, faculdades e centros médicos. Os muitos centros comerciais abandonados nos Estados Unidos da América estão a ganhar uma vida nova, com as respetivas infraestruturas a serem aproveitadas para servir outras funcionalidades. Contam-se, ao todo, mais de 200 shoppings que estão a sofrer facelifts e a mostrar que, afinal, servem para mais do que uma tarde bem passada nas compras.

De acordo com Ellen Dunham-Jones, arquiteta e professora na universidade pública Georgia Tech, existem cerca de 1200 centros comerciais de portas fechadas em solo norte-americano, sendo que um terço está “morto ou a morrer”. Ouvida pela The Atlantic, Dunham-Jones explica que foram construídos demasiados shoppings no país no século XX e apresenta números que corroboram a afirmação: os Estados Unidos têm o dobro de centros comerciais em área per capita, quando comparado com o resto do mundo, e seis vezes mais do na Europa.

Os hábitos dos americanos, ao que parece, também contribuem para a onda de abandono que se assiste no país liderado por Barack Obama, já que há preferência por compras online ou então por passear de sacos na mão em centros urbanos, escreve a jornalista Alana Semuels.

Mas nem tudo são más notícias: em muitas zonas do país encontram-se novos usos para infraestruturas que, noutras vidas, foram centros comerciais. A professora que também é arquiteta contabiliza 211 espaços que estão a ser adaptados de uma maneira ou de outra. “Os centros comerciais estão a ser transformados em centros médicos, faculdades, escolas e igrejas”, diz.

Exemplo disso é o Highland Mall. Foi um dos primeiros centros suburbanos em Austin, no Texas, e abriu as portas em 1971 a ocupar uma área com mais de 30 hectares e com 1,2 milhões de metros quadrados de espaço interior. Apesar de uma obra de proporções consideráveis, em 2010 quase todas as lojas estavam vazias, como que indicando um mau presságio.

É nesta fase que entra a Austin Community College que, insatisfeita com o mau ambiente que se estava a gerar em torno de um centro comercial praticamente abandonado, optou por investir nele: a faculdade comprou o shopping com a intenção de o transformar num campus universitário, com centro médico e culinário incluídos.

Já o shopping Euclid Square em Ohio, que recorrentemente aparece em blogues que publicam imagens de centros abandonados, serve propósitos mais religiosos. Este, que continua vazio, aluga espaço a 24 congregações cristãs que não são capazes de financiar edifícios próprios. A Vanderbilt University Medical Center fez algo semelhante ao apropriar-se do segundo piso do shopping 100 Oaks, situado em Nashville. Escreve a The Atlantic que o estacionamento é mais fácil e que, por vezes, os pacientes podem passear pelas lojas que ainda estão abertas enquanto esperam pela hora da consulta.

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