O diretor da etapa portuguesa (‘stop over’) da Volvo Ocean Race, a maior competição de vela oceânica do mundo, aponta para uma afluência de “meio milhão de pessoas” em Lisboa, na doca de Pedrouços.

“O objetivo é duplicar o número de pessoas que estiveram em 2012”, disse à agência Lusa José Pedro Amaral, que também pretende reforçar os valores do impacto económico, que há três anos foi estimado em 30 milhões de euros, “fora o impacto indireto”.

A sétima etapa, que marca o regresso da prova à Europa, ligará Newport, nos Estados Unidos, a Lisboa, numa distância de 2.800 milhas náuticas (5.185 quilómetros) e ditará o fim das etapas-maratona desta edição. A competição passará pela doca de Pedrouços (Algés) entre 25 de maio e 7 de junho.

O responsável pelo ‘stop over’ em Portugal lembra que a Volvo Ocean Race é “o quinto maior evento desportivo do mundo do ponto de vista do impacto económico” e que traça “uma rota económica” – paralelamente à vertente meramente desportiva – para marcas e empresas “que procuram novos mercados, clientes e parcerias”.

“É uma ‘feira’ que vai ao longo do mundo, que passa de cidade em cidade. É uma ‘feira’ económica de marcas, gera receita e valor para o país onde está”, destaca José Pedro Amaral, recordando que a competição é também um “evento de criação de riqueza”.

Neste âmbito, o responsável pela passagem da prova por Lisboa, diz que “há uma economia do mar em Portugal que importa traduzir na prática” e a Volvo Ocean Race “é uma concretização desta economia do mar”.

“Somos um gigante europeu se olharmos para o mar. Esta prova é também uma concretização prática desta economia do mar e que queremos ver proliferar em Portugal”, sublinha José Pedro Amaral, insistindo que a Volvo Ocean Race “é uma prova amiga de quem a visita, do negócio e da economia”.

Para cativar as pessoas, o responsável destaca que Lisboa tem “um anfiteatro natural, que é o rio Tejo”, onde decorrerão três regatas ‘pro-am’, que servem de treino à frota da competição e dão oportunidade ao público de conhecer os barcos por dentro.

“Trata-se de um atrativo grande da prova do ponto de vista desportivo. Para muitas pessoas, será a primeira oportunidade de a experienciarem”, considerou.

Em Lisboa, durante a paragem de 14 dias e em paralelo com a competição, em Pedrouços, vão realizar-se concertos, exposições e atividades subordinadas ao tema do mar e será possível um contacto próximo com as equipas participantes.

“Esta prova é gratuita. Terá 50 concertos do que melhor se faz na música portuguesa atualmente, que também serão totalmente gratuitos”, concluiu.