O comandante dos Bombeiros Sapadores de Gaia, Salvador Almeida, deu como extinto o incêndio na fábrica de tintas Barbot, que deflagrou hoje, às 16h20. “Neste momento mantemos uma equipa de vigilância e prevenção no local, mas está tudo absolutamente controlado. A missão desta equipa é arrefecer o local e manter a vigilância atenta e rigorosa para conforto da população da zona”, disse Salvador Almeida.

O responsável admitiu ter-se deparado, à chegada ao local, com “uma situação difícil”, mas vincou que não se registaram vítimas nem feridos, apenas o encaminhamento ao hospital de três pessoas, incluindo dois bombeiros, devido à inalação de fumo.

A equipa de prevenção que permanece no local, Rua da Palmeira, concelho de Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, tem duas viaturas e oito bombeiros dos Sapadores de Gaia e dos Voluntários de Coimbrões.

O alerta para um incêndio industrial numa das três unidades que a Tintas Barbot tem em Vila Nova de Gaia foi dado às 16h20. Às 18h05 o incêndio foi dado como “dominado” também pelo comandante Salvador Almeida e “perto das 20:00” dado como “extinto”, estando agora em fase de rescaldo. Salvador Almeida também frisou que os moradores do prédio vizinho do armazém, com cerca de 30 ano, que ardeu e que chegou a ser evacuado “também já foram informados de que podem regressar a casa”.

Além dos Bombeiros Sapadores de Gaia e dos Voluntários de Coimbrões foram mobilizados, ao longo da tarde, para o combate ao incêndio, os Voluntários de Valadares, Aguda, Carvalhos e Avintes. Na sequência do incêndio, também foi indicado por fontes da Proteção Civil, que houve linhas elétricas que ficaram danificadas, pelo que no local esteve uma equipa da EDP a tentar restabelecer o serviço.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Tintas Barbot, Carlos Barbot, disse que a produção do armazém que ardeu será “redirecionada” para outras unidades, preferindo “para já” não avançar com estimativas de danos. “O que ardeu foi a parte antiga. É uma unidade que constitui apenas 6% da produção total das Tintas Barbot. Vamos redirecionar a produção daquele local para outras unidades e tomar as medidas necessárias”, disse Carlos Barbot.

Também esta tarde, no local, o presidente da câmara de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, disse aos jornalistas que esta “é uma empresa muito querida no concelho”, sublinhando que a autarquia vai procurar formas, nomeadamente a nível fiscal, de minimizar os impactos do incêndio na laboração.