A estreia do festival Caixa Ribeira, esta sexta-feira, no Porto, tem por objetivo levar o fado a todo o país e mostrar que é um género musical que vai além de Lisboa, disse à Lusa o programador, José Gonçalez.

“O nosso principal objetivo é levar o fado ao país inteiro, mostrar que é uma canção de dimensão nacional, que extravasa as fronteiras de Lisboa”, afirmou o também fadista, que acrescentou que as 5.000 entradas estão perto de esgotadas.

O Caixa Ribeira expande ao Porto aquilo que tem vindo a ser realizado em Lisboa, com o Caixa Alfama, decorrendo em 10 palcos da zona ribeirinha da cidade, hoje e no sábado, envolvendo mais de 40 artistas, incluindo nomes como Camané, Maria da Fé e Cidália Moreira.

Carminho, Ricardo Ribeiro, Katia Guerreiro e Marco Rodrigues estão entre os primeiros nomes do primeiro dia do festival, que conta ainda com Gisela João, Maria da Fé, Júlio Resende, Jorge Fernando, Kiko, Rodrigo da Costa Félix, frei Hermano da Câmara, Ricardo Ribeiro e o próprio José Gonçalez, entre outros.

Segundo José Gonçalez, o objetivo é atrair público de “Coimbra para cima”, até ao Minho e Trás-os-Montes, “provando que, ao Norte, as pessoas também gostam de fado e aderem ao projeto”.

Sobre a continuidade do festival, o programador disse que nunca pensaram “que seria só a primeira edição” e que o objetivo é que “daqui a 20 anos [se continue] a realizar”. “O objetivo é claramente ser um festival que se alicerce e que tenha futuro”, declarou o programador.

Dois dos espaços do festival vão estar preenchidos na totalidade por fadistas do Porto, explicou José Gonçalez, que sublinhou a importância de estabelecer a ponte com artistas de origem na região Norte.

O Caixa Ribeira tem um bilhete único para todos os espetáculos e vai decorrer durante dois dias, em espaços como o Palácio da Bolsa, o Hard Club, Mercado Ferreira Borges e a Igreja de São Francisco, entre outros.