Os trabalhadores da CP-CARGA estão hoje em greve contra a privatização da empresa, no mesmo dia em que os ferroviários se manifestam junto à sede da CP, em Lisboa.

“Este vai ser mais um dia de protesto e denúncia relativamente às consequências das privatizações no setor ferroviário”, disse à Lusa o coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes (Fectrans), José Manuel Oliveira.

O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, participa na concentração de trabalhadores e reformados ferroviários.

Esta concentração e a greve na CP-Carga realiza-se na sequência de um conjunto de lutas que a FECTRANS tem promovido “contra a privatização da EMEF e da CP-Carga, pela defesa das empresas públicas” e pelo regresso “de todo o sector ferroviário a uma empresa pública que faça a gestão de todos os sectores de actividade do sistema ferroviário”.

Na semana passada os trabalhadores da EMEF — Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário do Entroncamento fizeram uma greve de duas horas em protesto contra a privatização da empresa e nas últimas semanas os ferroviários fizeram várias vigílias junto a várias estações ferroviárias com o mesmo objetivo.

O Governo aprovou a passagem à fase de negociações da proposta do grupo francês Alstom no processo de privatização da EMEF – Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, deixando pelo caminho a proposta da alemã Bavaria.

O grupo francês Alstom, criador do TGV, é um dos principais construtores de comboios do mundo.