O braço egípcio do grupo jihadista do Estado Islâmico (EI) partilhou imagens do ataque contra uma embarcação da marinha na península do Sinai. O grupo festeja e congratula-se nas redes sociais, depois de ter reivindicado o ataque esta quinta-feira.

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Quando patrulhava a costa mediterrânea, esta quinta-feira, a lancha egípcia foi atingida por um míssil disparado a partir de terra durante os confrontos entre jihadistas e militares.

“Pelas 9h30, uma das embarcações que patrulhava Rafah detetou movimentos suspeitos de terroristas na costa. Houve troca de fogo sem que se tenham perdido vidas”, escreveu no Facebook o porta-voz das forças armadas, Mohamed Samir.

O especialista francês em grupos jihadistas, Romais Caillet, aponta a intensificação destes ataques: “Isto prova que estão a ficar cada vez mais precisos nos ataques, já que têm aumentado as suas operações. É a primeira vez que se faz um ataque com fogo, apesar de já terem atingido um helicóptero egípcio este mês com um lança-granadas”.

Esta quarta-feira, um terrorista suicida foi morto a tiro quando passava no controlo militar, no Sinai. Na bagageira, levava meia tonelada de explosivos, mas as forças militares detetaram a operação.

O grupo jidaista Ansar Beit al Maqdis, que surgiu na Primavera Árabe de 2011, tem procurado alianças com as tribos locais descontentes com o abandono dos governos centrais, como acontece nos países vizinhos onde o EI tem presença, como Síria, Iraque ou Iémen.

Há duas semanas, militares do EI no Sinai, mataram cerca de 100 pessoas em vários ataques contra egípcios.