A influência de Taylor Swift já chegou ao poder político chinês. A cantora anunciou o lançamento de material de merchandising, onde se inclui uma linha de roupa, da tour “1989”. Esse é o ano em que Taylor Swift nasceu mas é também um ano censurado pelo governo chinês, por causa do massacre que aconteceu a 4 de junho na Praça Tiananmen (em inglês Tiananmen Square).

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Esta é uma das t-shirts que está a provocar irritação nas autoridades chinesas.

As t-shirts, vestidos e camisolas terão a data “1989” inscrita à frente, bem como as iniciais TS que, embora se possam referir ao nome Taylor Swift, podem referir-se a “Tiananmen Square”, temem as autoridades chinesas. Os produtos da cantora estarão disponíveis em sites chineses de vendas no próximo mês e a artista tem uma atuação marcada em Shanghai para novembro.

Segundo conta o Washington Post, os fãs de Swift não parecem estar preocupados com a associação (ou não) da cantora àquele evento político. O governo chinês também ainda não censurou ou proibiu a venda do álbum e o concerto da cantora mantém-se confirmado.

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Uma das camisolas à venda no site oficial da cantora.

O massacre de Tiananmen marca a morte de centenas ou milhares de estudantes (o número certo nunca foi conhecido) que se manifestavam a favor da democracia. As forças militares intervieram contra os manifestantes e provocaram muitas mortes e feridos. O governo classificou os protestos como um ato “contra-revolucionário” e, desde então, na China, este é um tema proibido. Não se fala do assunto, nada na praça – que é um local turístico e que se situa mesmo em frente à entrada para a Cidade Proibida, onde está uma gigante fotografia de Mao Tse Tung – faz alusão ao que aconteceu.