Uma mulher foi condenada a três meses e meio de prisão por ter “agredido um polícia” com o peito durante um protesto em Hong Kong. A população reagiu mal e foi para a rua com soutiens gritar que “as mamas não são armas”, conta a CNN.

Um vídeo amador mostra que o peito da mulher com 30 anos, Ng Lai-ying, bateu contra o braço direito de um polícia chamado Chan Ka-Po. Foi então que ele caiu, levantando-se pouco depois com o rosto ensanguentado. Em tribunal, Ng disse que o polícia fez “comentários indecentes” enquanto apalpava o peito dela, mas o juiz considerou que estava a mentir. “Você usou a sua identidade feminina para inventar as alegações de que o polícia a molestou”, disse o magistrado Chan Pik-kiu.

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Com o tribunal a decidir a favor do polícia, várias pessoas saíram à rua para apoiar a mulher, a maioria membros da Aliança de Mulheres de Hong Kong para a Igualdade de Oportunidades. “É ridículo e alarmante que o juiz não só não tenha acusado o polícia, mas que o facto de ela ter procurado ajuda fosse considerado parte do assédio. Devemos silenciar-nos perante a violência sexual?”, pergunta uma das protestantes.