O Banco Central Europeu (BCE) adverte nas atas da sua última reunião de política monetária que a situação financeira na China pode ter um impacto mais adverso que o esperado na economia da zona euro.

“Os desenvolvimentos financeiros na China podem ter consequências negativas maiores que o previsto, dado o papel preponderante do país no comércio mundial”, referem as atas da reunião de 15 e 16 de julho, divulgadas hoje.

No entanto, os efeitos da desaceleração do crescimento verificada em economias emergentes como a China e da crise na Grécia foram bastante limitados até agora, afirma o banco central.

Sobre a crise grega, o BCE refere que os riscos “parecem estar contidos” com os avanços registados nas negociações com os credores para um terceiro resgate ao país, mas considera que um fracasso das conversações “pode afetar de forma negativa a confiança e a atividade”, na zona euro.

Para o BCE, os riscos de contágio na região em caso de nova crise neste dossiê não devem ser subestimados.

O conselho de governadores considera que a política monetária expansiva que o BCE tem vindo a seguir, com um programa alargado de compra de dívida pública e privada, deve ser mantida para apoiar a recuperação económica. O programa de compra de ativos foi lançado em março e deve continuar até setembro de 2016.

“A retoma na zona euro deve continuar modesta e gradual”, refere o BCE.