O BPI está a tentar vender a sua participação no Banco de Fomento Angola (BFA) e já mandatou o Goldman Sachs, o seu banco de investimento, para sondar potenciais interessados, noticia hoje o Jornal de Negócios.

O banco liderado por Fernando Ulrich tem de responder às exigências do BCE de reduzir a sua exposição a Angola e para isso está agora a analisar a possibilidade de vender esta unidade, na qual detém uma participação de 50,1% e que tem sido a principal fonte de lucros para o banco português.

A redução da exposição a Angola tem de acontecer até março, altura em que o BCE vai avançar com uma nova ronda de testes de stress à banca europeia.

Em reação à notícia, o BPI esclareceu entretanto que está a estudar soluções para acomodar o limite de exposição a grandes riscos que resulta da exposição ao Banco do Fomento Angola e ao Banco Nacional de Angola. O banco confirma que contratou duas instituições financeiras internacionais para apoiar parar dar apoio na análise e exploração dessas soluções.

No entanto, sublinha, “até ao momento, o Banco BPI não tomou qualquer decisão quanto à solução a adotar.”

Esta é a segunda noticia esta semana que tem como alvo o BPI. Esta segunda-feira o jornal espanhol El Confidencial garantia que a gestão do banco estava à espera que o maior acionista, o Caixabank, estaria a ponderar a vender a sua participação de 44%, depois de chumbado a desblindagem dos direitos de voto no banco português. A notícia fez subir as ações 6% na segunda-feira. Hoje, o título BPI segue a cair 1% em Lisboa.

O calendário indicativo para esta operação seria precisamente março de 2016, o prazo dado pelo Banco Central Europeu para resolver o problema em Angola. Uma eventual venda do BFA poderia contudo ir de encontro aos interesses do CaixaBank que quando lançou a oferta sobre o BPI deixou claro que Angola não era um mercado prioritário na sua estratégia.

Atualizado com comunicado do BPI à CMVM