Mais de 60 pessoas morreram vítimas de tuberculose no primeiro semestre deste ano na província do Huambo, planalto central de Angola, entre 489 novos casos da doença, divulgaram as autoridades sanitárias locais.

Segundo o chefe de departamento de saúde pública do Huambo, Almeida Chitungo, o número de óbitos registados (61) é preocupante, comparativamente ao registado entre janeiro e junho de 2014. No ano passado, em igual período, foram registados 295 casos e 11 mortes, um registo que se traduz em cerca de cinco vezes mais vítimas mortais no espaço de um ano.

Almeida Chitungo explicou que o elevado índice de mortalidade deve-se a vários fatores, essencialmente a chegada tardia aos hospitais e o abandono do tratamento. Aos fatores acima citados, o técnico de saúde associa igualmente o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, o aglomerado de pessoas em pequenas residências e a falta de saneamento básico.

Em 2014, Angola registou duzentos mil casos de tuberculose quase quatro vezes mais dos notificados no ano anterior (56.716). Por ocasião do dia mundial dessa doença, comemorado em março passado, a Direção Nacional de Controlo da Tuberculose e Lepra disse que a enfermidade continua a ser um importante problema de saúde em Angola, exigindo a situação a execução de estratégias para o seu controlo, tendo em conta aspetos humanitários, económicos e de saúde pública.